Dedé foi campeão nacional pelo Internacional

Dedé, caído, defendido por Chupeta, e recebendo provocações do ala Gian, que jogava no Francisco Beltrão Futsal na partida contra o Toledo, ano passado.
O atleta, uma das principais contratações da equipe, jogou ao lado de Manoel Tobias.
“Só não fui pra seleção brasileira porque recebi uma proposta irrecusável dos russos e saí do Brasil.” É com referências como essa que convive o ala Dedé, uma das principais contratações do Francisco Beltrão Futsal. O jogador tem uma carreira repleta de conquistas e de passagens por grandes equipes do Brasil.
Natural de Belém (PA), Dedé começou a jogar futsal na década de 1990 no Tuna Luso. Em 1995 teve o primeiro contato com o futsal paranaense. Veio para o sudoeste jogar no Pato Branco, onde conquistou o título dos Jogos Abertos do Paraná e, depois, do Brasil.
No mesmo ano, a equipe pato-branquense fez um amistoso com o atual campeão do mundo Internacional. Dedé foi o destaque da partida e o Pato Branco venceu por 10 a 4. O Colorado, então, contratou o jogador.
No Inter, Dedé ficou quatro anos. Em 1999, a equipe ficou campeã gaúcha e o jogador foi eleito o melhor jogador do campeonato. No mesmo ano o Inter foi campeão da Taça Brasil. Nesse ano, ele foi convocado para a seleção gaúcha de futsal.
Em 2000, Dedé teve uma breve passagem pelo Banespa (SP), onde foi tricampeão da Taça Cidade de São Paulo. Voltou para o Inter para ser bicampeão gaúcho.
O próximo time de Dedé foi o Sumov (CE). A equipe era uma fusão com a UCS (Universidade de Caxias do Sul). Nesse time, Dedé foi bicampeão da Taça Brasil.
Depois do Sumov, o jogador foi para a Malwee/Jaraguá do Sul. Jogando ao lado do então melhor do mundo Manoel Tobias, Dedé foi um dos destaques da Liga Nacional de Futsal. A equipe ficou na semifinal, mas Dedé chamou a atenção dos russos, que observavam a competição. O jogador foi para a Rússia, onde ficou campeão nacional jogando ao lado do ex-seleção brasileira Choco. “Mais tarde o Choco brigou com a diretoria e só eu fiquei por lá”, diz o jogador. Dedé jogou a Champions League, mas sua equipe ficou na semifinal.
Depois de duas temporadas na Rússia, Dedé passou pelo futsal da Bélgica, Espanha e Itália. “No futsal da Rússia é onde mais investem no futsal. Os jogadores de lá são os mais bem pagos do mundo”, diz Dedé, que fez uma comparação do futsal europeu com o brasileiro: “Na Europa as equipes têm uma marcação muito forte, os jogadores são muito disciplinados taticamente. Jogador de futsal tem que ser inteligente. No Brasil, os atletas são muito desobedientes, querem resolver com a habilidade, o individualismo. Isso faz com que a seleção brasileira perca jogos para a Espanha, por exemplo, como aconteceu no Mundial.”
Depois da Europa, Dedé voltou para o Brasil para jogar na UCS. Depois passou pelo Atlântico de Erechim (RS) e, no ano passado, voltou ao Paraná para jogar pelo Toledo, onde foi considerado um dos melhores jogadores do Paranaense.

Ansioso para jogar
Embora esteja participando de um campeonato amador no Nordeste, Dedé está ansioso para estrear no Paranaense de Futsal. “Estou com uma expectativa muito grande para jogar. O fato de o Beltrão Futsal ter contratado bem os jogadores pesou bastante quando aceitei a proposta. São jogadores com uma história muito boa no futsal. Temos time para chegar bem no campeonato e, quem sabe, beliscar o título”, diz o jogador, que, do elenco atual do Beltrão Futsal, só jogou com o ala Puga. Foi na seleção paranaense de 1997.
Dedé dá a receita para uma boa campanha: “Ano passado, no Toledo, fizemos um bom campeonato porque tínhamos um time muito unico, humilde. Ninguém era mais do que ninguém lá dentro. E no Beltrão raça e determinação não vão faltar. Os patrocinadores e torcedores viabilizam o time e nós temos que fazer a nossa parte dentro de quadra.”


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