Treinador e atleta são agredidos no ginásio Sarará

Conversa entre comandante do Beltrão e jogador do Marreco desencadeia confusão.

Depois do jogo Marreco Futsal 5x1 Quedas do Iguaçu, sábado, pela Série Prata do Paranaense, houve empurra-empurra no ginásio Sarará. Fabinho Gomes, técnico do Beltrão Futsal, e o pivô Maycon estiveram no ginásio assistindo ao jogo e, no final, conversaram com amigos e jogadores, de ambas as equipes. “Fui ao jogo exclusivamente para observar um jogador do Quedas que está sendo contratado por nós”, afirmou Fabinho, ontem, na redação do Jornal de Beltrão.
Após alguns minutos, quando a maioria dos jogadores já havia deixado o ginásio, Fabinho e Maycon começaram a conversar com Osnei e Pretinho, jogadores do Marreco. “Temos uma amizade que construímos nos Jogos Abertos, onde classificamos todos juntos para a divisão A da competição em 2009. Tanto eu como ele somos jogadores da cidade e, por isso, temos uma relação muito boa”, comentou Maycon.
Em um determinado momento, um torcedor, não identificado, empurrou Fabinho contra a parede, dizendo que tinha tropeçado. Na seqüência, outro torcedor agrediu Maycon, sem nenhuma explicação. Aí começou a confusão entre alguns torcedores do Marreco e os dois integrantes do Beltrão Futsal; algumas pessoas tentaram apaziguar os ânimos.
“Não entendi o motivo da confusão. Estava saindo do ginásio e o Míssio (integrante da torcida organizada do Marreco) me chamou de safado e disse que quem mandava lá era o Marreco. Míssio disse também que quem deveria ser agredido seria eu, e não o Maycon”, relatou Fabinho.
No dia seguinte, segundo Fabinho, descobriu-se que a atitude dos torcedores tinha sido elaborada a mando de Míssio pelo motivo do suposto interesse de Fabinho ao atleta Osnei para o Beltrão na temporada 2009. “Foi lamentável o que aconteceu. Como profissional que sou, se tivesse interesse em algum jogador do Marreco, aquele não seria o local apropriado para negociar. Mas a conversa foi totalmente amigável, por ser um jogador que ajudou o município na conquista da vaga”, comentou Fabinho.
O JdeB procurou o Míssio (Ademilson Arendt), para dar sua versão, mas a informação obtida em sua lanchonete, na Cidade Norte, é que ele não estava e retornaria somente hoje.
Já o presidente do Marreco, Neucir Cipó Nezze, diz que o Fabinho sempre foi bem recebido no Sarará e que, no final do jogo, viu-o, junto com o Maycon, conversando com o Osnei. E que o empurra-empurra aconteceu depois de sua saída do ginásio. “Não quero defender nem acusar, eu não estava mais lá”, disse Nezze ao JdeB. Ele acredita que deve ter sido atitude impensada de torcedor e que ele não aprova nenhum tipo de agressão.

A redação do JdeB apurou que no passado, na época em que o Beltrão Futsal estava em uma situação delicada na Série Ouro, quando o técnico era ainda Peri Fuentes, a diretoria da equipe chegou a sondar o fixo Osnei, destaque do Marreco na Série Prata. “Trata-se de um grande jogador, de grande caráter, mas que tem seu compromisso com o Marreco e, no momento, tenho outros pensamentos em relação à minha equipe no ano que vem”, diz Fabinho, que garante não ter feito nenhuma proposta a jogadores do Marreco depois que assumiu o comando do Beltrão Futsal.


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