Vereadores preocupam jogadores e comissão técnica

“O jogo contra o Cascavel pode ser o último do Beltrão Futsal no campeonato”, diz o técnico Fabinho Gomes, que ficou preocupado com a decisão da Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão nesta segunda-feira.
Os vereadores optaram por deixar em estudo por mais sete dias o projeto de apoio da Prefeitura ao time de futsal do município.
O apoio de R$ 15 mil mensais, de março a dezembro, foi bastante questionado pelos vereadores. César Anízio Pereira (PMDB), se posicionou contrário ao projeto. Maor Prolo (PMDB) e Dídio (PSDB) pediram que o projeto fosse melhor analisado.
“Sou a favor de que se contratem professores de Educação Física para trabalhar com crianças de 0 a 17 anos ao invés de investir em um time profissional. Hoje temos ídolos como o goleiro Éder, que não prestam nenhuma assistência a escolinhas”, disse Preto.
Jocemar Madruga (PT) e Celmo Salvadori (PP) defenderam o projeto. “O futsal é muito importante para a divulgação do município. São quatro emissoras de rádio transmitindo os jogos ao vivo e mais duas tevês. Contra o Cascavel vai passar para todo o Brasil. É mídia barata. Sem contar que o dinheiro destinado a esses atletas volta aos cofres públicos através de impostos, pois eles consomem na cidade e movimentam o comércio”, argumenta o vereador Jocemar Madruga.
“O grande momento do esporte beltronense foi a fusão entre o Beltrão e o Marreco. E o Beltrão Futsal já mostrou que tem maturidade no jogo de estreia”, disse Celmo Salvadori.
César Anízio Pereira tem posição bem diferente.“Não se pode tirar o dinheiro que poderia ser gasto em saúde e educação para pagar jogador de futebol. A lei prevê que em esporte amador é possível que a administração pública possa ajudar financeiramente, mas quando se trata de profissional é proibido”, diz o vereador, que ainda deixou uma pergunta em seu discurso: “O fato de o povo gostar de futebol justifica que se mantenha um time com dinheiro público? Então faça como Renascença fez e pague os jogadores. Eu sou eleito normalmente por desportistas, e eles me pediram para votar a favor. E eu disse pra eles: ‘vamos deixar esse dinheiro para a saúde e ir ao ginásio pagar R$ 100,00 o ingresso para pagar os jogadores, pois eu não fui eleito vereador para votar errado’. Meu voto é contrário”, finaliza.
Indignação
O presidente do Beltrão Futsal, Névio Ghisi, ficou indignado com a decisão: “Estamos com os salários dos jogadores à espera e a gente tinha uma segurança que o projeto seria aprovado. É o mesmo projeto que já foi aprovado nos três anos anteriores sem nenhum problema. Parece que tem pessoas que procuram atrapalhar o nosso trabalho. Se não houver apoio da Prefeitura de Beltrão, a única opção é desistir do campeonato”.


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